sexta-feira, 23 de março de 2012

St. Patrick's Day

Na verdade foi um fim de semana em torno dessa festa. O St. Patrick's Day é comemorado em 17 de Março e como nesse ano a festa caiu em um sábado, as comemorações começaram já na sexta-feira e só terminaram na segunda.

Na sexta à noite fui com alguns amigos a um pub em um encontro do Couch Surfing, estava mais cheio que nunca e contou com vário turistas além dos tradicionais participante moradores de Dublin, a cidade estava efervescente, todo mundo animado para o desfile no dia seguinte.

Então no sábado acordei cedo, me arrumei cm vários adereços verdes e segui rumo ao centro com a Cyntia, lá nos encontramos com a Elaine e fomos ver o desfile no mesmo pub da noite anterior, por ser em um das principais ruas da cidade e ter janelas grandes, vimos o desfile sem empurra-empurra e no quentinho do pub, já que na rua não estava fazendo mais do que 7 graus. 




O desfile é uma mistura de 7 de Setembro com carnaval de rua com poucos recursos, mas é interessante de se ver. Pelo menos uma vez na vida. O que é interessante mesmo é ver todos nas ruas vestido de verde, se divertindo civilizadamente. Mesmo sendo uma data onde as pessoas bebem demais e o único dia quem que se pode beber na rua ( na área do Templo Bar apenas) não vi nenhuma briga, nenhum ato de violência, nenhum homem puxando mulher pelo cabelo, nenhum casal brigando. E olha que em qualquer festa de formatura a gente vê isso hein. Aqui, em uma cidade de um pouco mais de 1 milhão de habitantes, lotada de turista, nada. Não quer dizer que não aconteceu, mas eu não vi e nem ouvi relatos.




Depois do desfile compramos um lanche no Burger King e fomos comer no St. Stephans Green Park, de lá fomos para o Temple Bar. A área do Temple Bar é a melhor pra se ficar, além de dar pra beber na rua, o que significa comprar cerveja no mercado e colocar na mochila, fica bem cheia de gente exótica e animada, e ainda se quiser enfrentar um pub, terá várias opções.




Saí de casa ainda de manhã e voltei bem no fim da noite, troquei de amigos algumas vezes durante o dia e me diverti a valer.

No domingo rolou um picnic mais uma vez organizado pelo pessoal do Couch Surfing, e lá fui eu de novo pro St. Stephans Green Park, sentar na grama e aproveitar a tarde de sol. Muita gente teve a mesma ideia e eu adorei passar uma tarde jogando conversa fora deitada na grama.



Na segunda foi feriado, então nada de escola, só recuperar as energias gastas no animado fim de semana.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Tamanho do Passo

Vir pra Dublin teve como principal objetivo estudar inglês. É claro que as viagens pela Europa e a possibilidade de trabalhar (e ganhar em euros) também são atrativas. Mas o principal motivo foi e continua sendo o inglês.

Quase cinco meses depois eu estou no nível Upper Intermmediate, o que provavelmente seria avançado no Brasil, todos dizem que meu inglês é bom, essa semana foi a última do livro que vinhamos seguindo desde Janeiro e meu professor sugeriu que eu fosse pro Advanced, mas eu pensei bem e resolvi continuar no nível que estou. Por que (sua louca) você me pergunta, se seu professor disse pra ir, vá. Mas eu sei qual é a minha principal fraqueza. A escrita. Eu escrevo muito mal em inglês, e no nível avançado gramática e vocabulário não são tão trabalhados quanto no nível em que estou.

Eu seria, e saberia disso, uma falsa aluna do avançado, se eu tivesse mais confiança na hora de escrever não pensaria duas vezes, mas ainda não tenho. Eu posso mentir pra outros, ser dessas que passa 3 anos "estudando" e não consegue formular uma frase decentemente, mas pra mim mesma eu não posso mentir, e principalmente, não quero passar vergonha posando de AVANÇADONA sem ser. Então continuarei onde estou, consciente de qual é minha fraqueza e tentando me livrar dela. Melhor do que tentar dar um passo maior que a perna e dar com a cara no chão.

terça-feira, 13 de março de 2012

O que (realmente) faz falta

Eu já disse aqui e vou continuar dizendo até deixar de ser verdade (nunca) eu amo minha vida em Dublin. É sim, melhor do que eu imaginava, morar "sozinha", pagar aluguel, ralar, economizar, nada disso me assusta ou desestimula, eu gosto.

Mas, e sempre tem uma mas, eu sinto falta de coisas do Brasil, sim de coisas e pessoas, não sinto falta do país,  pelo menos não até agora. O que mas me faz falta são as pessoas, meu amigos e minha família. Também sinto falta das minha cachorras, da Kenny nunca mais vou matar a saudade. Comida faz falta também, mas não é todo dia nem toda hora que penso em comida, mas as vezes do nada dá uma vontade louca de comer escondidinho de carne seca, ou o pão caseiro da minha tia, a feijoada do sogro do meu irmão e assim por diante.

Porém em um ponto eu tenho que ser honesta, sinto falta de ter cachorros, durante toda a minha vida nós sempre tivemos cachorros, só uma vez tivemos uma gata, mas eu gosto mesmo é de cachorro, e ficar esse tempo todo sem contato com um cão me faz falta, eu vejo cachorros pelas ruas com seu donos todos os dias, mas nunca se sabe se o bicho é bonzinho ou feroz então não ouso passar a mão, mas fico "aguada" de vontade. Pode parecer insensível falar mais de bicho do que de gente, mas eu falo com a minha mãe todos os dias pelo Skype, posso falar com meus amigos por telefone, mas com animais o contato é outro e só vale quando é real, o virtual não ajuda nessas horas. Infelizmente.

segunda-feira, 12 de março de 2012

As inevitáveis perdas

Quando eu decidi fazer o intercâmbio sabia que perderia muitos momentos em família, com amigos, shows que gostaria de ver etc. Inevitável, quando estava no Brasil também ficava pensando "ah se eu estivesse lá isso eu não ia perder".

Nos últimos 20 dias eu perdi. Ganhei um primo novo, filho da minha prima que cresceu junto comigo, ela é 6 anos mais nova que eu, então durante várias férias, minhas da escola e dela da creche, eu no auge dos meus 11/12 anos cuidava dela, durante muito tempo a gente não se bicava, mas nos últimos anos as coisas se acalmaram, e quando ela veio com a notícia da gravidez um peso se criou em mim, por que eu perderia esse momento, barrigão, chá de bebê, cheirinho de bebê, e vou te contar, queria muito está lá quando o Lucas nasceu, mas estou aqui. Esse bebê não será mais um bebezinho quando eu conhecê-lo.

Na última terça-feira repentinamente minha cachorrinha Kenny de quase 10 anos foi morar no paraíso dos cachorros. Eu estava num dos meus dias nublados, segui minha rotina, escola, voluntariado e me lembro perfeitamente que estava voltando pra casa depois do mercado e pensei nela, em como ela era manhosa e entendia quando a gente falava com ela pra dar carinho e se fazia de desentendida quando era pra sair de dentro de casa. À noite, falando com minha mãe ela me deu a notícia e minha tristeza só fez crescer. A morte dela foi instantânea, pelo menos não houve sofrimento da parte dela, vou voltar pra um quintal mais vazio e isso é algo que não tinha imaginado.

As coisas mudam, eu sei, alegrias incompletas e tristezas inesperadas fazem parte do caminho que escolhi.

domingo, 4 de março de 2012

Passeando pela Irlanda: Bray

Por motivos que nem eu mesma sei explicar ainda não viajei muito aqui pela Irlanda. Por estar na capital é bem fácil ir daqui para muitas outras cidades do país, e existem várias pequenas cidades bem simpáticas aqui bem pertinho. Como na última semana o sol (nosso querido e amado sol) deu o ar de suas graça diariamente, eu Karol e Elaine combinamos de irmos hoje pra Bray.





Nos encontramos as 10am pegamos um trem e em cerca de 40 minutos desembarcamos na cidade costeira que tecnicamente faz parte de Dublin (tipo grande São Paulo). O que tem pra se fazer lá é subir um morro até Bray Head onde se tem uma linda visão panorâmica do oceano e também da cidade, muitas pessoas também fazem a caminhada até Greystones, mas como ainda não conhecíamos a cidade fizemos o mais comum mesmo.





Apesar do lindo sol estava bem frio, e o vento é claro ajudou a aumentar a sensação de frio.  Quando estávamos subindo pensamos em ficar uns 40 minutos lá em cima, mas era impossível, vento muito forte, impossível nos protegermos de qualquer forma, ainda assim ficamos uns 20 minutos lá, apreciando a paisagem e congelando.

Descemos e procuramos algum lugar pra comer, mas como somos estudantes ainda não tão bem pagas resolvemos deixar pra comer em algum fast food em Dublin mesmo. Pegamos o trem de volta e mais 40 minutos depois estávamos de volta a nossa cidade. Foi um jeito bem agradável de passar o domingo.