segunda-feira, 12 de março de 2012

As inevitáveis perdas

Quando eu decidi fazer o intercâmbio sabia que perderia muitos momentos em família, com amigos, shows que gostaria de ver etc. Inevitável, quando estava no Brasil também ficava pensando "ah se eu estivesse lá isso eu não ia perder".

Nos últimos 20 dias eu perdi. Ganhei um primo novo, filho da minha prima que cresceu junto comigo, ela é 6 anos mais nova que eu, então durante várias férias, minhas da escola e dela da creche, eu no auge dos meus 11/12 anos cuidava dela, durante muito tempo a gente não se bicava, mas nos últimos anos as coisas se acalmaram, e quando ela veio com a notícia da gravidez um peso se criou em mim, por que eu perderia esse momento, barrigão, chá de bebê, cheirinho de bebê, e vou te contar, queria muito está lá quando o Lucas nasceu, mas estou aqui. Esse bebê não será mais um bebezinho quando eu conhecê-lo.

Na última terça-feira repentinamente minha cachorrinha Kenny de quase 10 anos foi morar no paraíso dos cachorros. Eu estava num dos meus dias nublados, segui minha rotina, escola, voluntariado e me lembro perfeitamente que estava voltando pra casa depois do mercado e pensei nela, em como ela era manhosa e entendia quando a gente falava com ela pra dar carinho e se fazia de desentendida quando era pra sair de dentro de casa. À noite, falando com minha mãe ela me deu a notícia e minha tristeza só fez crescer. A morte dela foi instantânea, pelo menos não houve sofrimento da parte dela, vou voltar pra um quintal mais vazio e isso é algo que não tinha imaginado.

As coisas mudam, eu sei, alegrias incompletas e tristezas inesperadas fazem parte do caminho que escolhi.

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