quarta-feira, 17 de outubro de 2012

E um ano se passou...

Isso mesmo, já faz um ano que cheguei na Irlanda. Incrível como o tempo passa voando em frente aos nossos olhos e só nos damos contas em datas assim, 12 meses, 365 dias, passou gente.

O inglês melhorou, isso com certeza, as viagens foram poucas, e ainda assim me fizeram ter a noção de quanto o Brasil, tão grande, é tão pequeno comparado ao resto do mundo.

Passei por perrengues, mas consegui superá-los, o mais importante com certeza são as amizades que fiz e que sei que vão durar pela vida, pessoas, essa sempre é a parte mais importante de qualquer experiência.

Queria muito citar todas as pessoas que conheci, mas seria injusta com alguém então é melhor não fazer isso, mas ter tido a oportunidade de conhecer a Tarsila do Vida na Irlanda e a equipe do E-Dublin foi um imenso prazer, dois sites que me ajudaram imensamente no meu longo período de preparação. As meninas do E-Luluzinhas, sempre diversão e gordices garantidas. Os amigos que fiz na escola, gente que mal me conhecia e que se abriu, me ajudou, riu, bebeu e dançou comigo. Inenarrável. E os amigos de amigos que viraram meus amigos, ai não tem como explicar.

Por outro lado é um tempo muito grande sem a família, sem os amigos de longa data, a visita da Vivi amenizou um pouco a saudade, pra logo em seguida fazer com que ficasse ainda maior, por que visitantes vão embora. e nesse caso, pra bem longe.

Mas se colocar tudo na balança, jamais poderei reclamar, mesmo com os perrengues e a saudade que cresce a cada dia, com algumas das pessoas indo embora e me deixando aqui (drama queen) essa tem sido e tenho certeza continuará sendo a experiência mais enriquecedora da minha vida. Agora outra contagem, a de países que ainda tenho que conhecer, a lista é grande, e é bem complicado decidir pra onde eu vou, mas o mundo é grande e cheio de lugares incríveis e pessoas interessantes. Here I go.


sábado, 6 de outubro de 2012

Voltar pra quem?

Eu já decidi renovar meu visto, então esse não é exatamente um dilema, mas é uma pergunta que venho me fazendo. Pra quem eu vou quando eu realmente voltar?

Sim, minha família está lá, e com certeza eles são o maior motivo de ainda querer ir pro Brasil, meus amigos de velhas datas também estão lá, mas veja bem, quase um ano se passou desde que entrei naquele avião rumo a terra da chuva eterna, e minha vida continuou e a vida das pessoas por lá também. A grande verdade é essa, a vida continua, com ou sem a gente por perto. Quando ainda estava no Brasil, morando na mesma cidade que a maioria dos meus amigos já era difícil me encontrar com alguém, imagine a gora, com as pessoas casadas, com filhos, namorando. Eu vou ficar eternamente sozinha.

Pelo menos em Dublin eu sempre tenho companhia, sempre tem alguém avulso, e mesmo que não tenha, a cidade é interessante, os arredores também, e viajar pode ser bem barato, tem coisas que eu não me importo em fazer sozinha, mas ninguém gosta de estar sempre só. Eu não vou ficar pra lá e pra cá com meus pais, não aos vinte e muitos anos, não me entendam mal, eu os amo, mas assim como eles aproveitaram a companhia dos amigos deles por anos a fio, eu também quero aproveitar a companhia dos meus, só não sei se eles querem o mesmo.

Por isso,  e por muitos outros motivos, vou ficando.