terça-feira, 28 de outubro de 2014

Viajar Sozinha: Colonia del Sacramento - Uruguay

E chegou o último dia da viagem, efetivamente falando. Passei o dia dando uns rolês por Colonia e vi o pôr do sol mais lindo da minha vida.




No dia seguinte saí bem cedo de Colonia rumo a Montevideo, dizem que a viagem dura 2 horas e meia, mas passou de 3 horas e eu morrendo de  medo de não dar tempo de ir da cidade pro aeroporto, mas deu, daí viagem até Guarulhos, depois Campinas e finalmente Limeira. Foram mais de 12 horas viajando pra chegar em casa, mas valeu a pena. 

Os dias que passei entre Uruguai e Argentina foram ótimos, me deu muita vontade de aprender espanhol e conhecer melhor não só esses dois países mas também outros da América do Sul. Planos pra 2015 ;)

sábado, 25 de outubro de 2014

Viajar Sozinha: Buenos Aires - Argentina #5

E o último dia na Argentina finalmente em vídeo. Desculpem a demora, mas tive que editar no Windows Movie Maker e não ficou bom, daí procurei outros editores de vídeo e tudo o que consegui foram programas indesejados instalados à revelia no meu computador. Mas aí está, com ediçaão do WMM mesmo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Viajar Sozinha: Buenos Aires - Argentina #4

Um dia que começou chuvoso e sem muitos planos e acabou com altas risadas. Salve as pessoas que conhecemos nos hostels.





segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Viajar Sozinha: Buenos Aires - Argentina #3

Mais um vídeo sobre minhas aventuras em Buenos Aires :)



Eu não saí à noite, mas passei horas bem legais no bar do hostel na companhia da Camila e da Isa e de todo mundo que apareceu por lá.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Viajar Sozinha: Buenos Aires #2

O vídeo está bem completo, ah quando eu digo que vai acabar a bateria, ela realmente acaba.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Viajar sozinha: Buenos Aires #1

Saí de Montevidéu na sexta de manhã, não muito cedo, era feriado da Independência e a cidade estava muito parada, um casal de Brasileiros que estava no hostel também estava indo pro Terminal Rodoviário, daí dividimos um táxi, eu tinha planejado ir de ônibus, mas ouvi eles pedindo pro recepcionista chamar um táxi e perguntei se era ok com eles se dividíssemos, eles disseram que sim, bom pra todo mundo.
Chegamos bem cedo no terminal, tem que fazer check-in 1 hora antes da saída do ônibus, e depois do check-in fui trocar 100 dólares por pesos Argentinos, e a cotação estava ótima, saí ganhando muito.

Na hora do embarque coloquei a mochila no bagageiro do ônibus e só a peguei de volta quando descemos em Buenos Aires. Quando o ônibus chega em Colonia del Sacramento é preciso passar pela imigração pra fazer os trâmites de saída do Uruguai e entrada na Argentina.

Carimbos

Chegando em Buenos Aires a única coisa necessária a fazer é passar a bagagem pelo raio x e sair do terminal. Na saída tem os famosos taxistas que querem cobrar 200 pesos ( mais de 50 reais) pra qualquer corrida. Eu ia mesmo pegar táxi, mas meu dinheiro não é capim, andei alguns quarteirões e consegui um táxi que me deixou no hostel por 48 pesos (13 reais), isso mesmo sendo horário de pico com o trânsito super pesado.

Já era noite, saí, dei algumas voltas pela cidade, comi fast food no Burger King com atendentes mais lentos do planeta. Fui ver a casa rosada iluminada e me perdi pra voltar pro hostel, eventualmente me achei de novo.

No dia seguinte andei mais pela cidade, principalmente pela área central e é isso o que está no vídeo.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Viajar Sozinha: Montevidéu - Montevideo

Morar longe de aeroporto e mesmo assim querer fazer viagens internacionais é um desafio que eu não tinha levado em consideração até dias antes da viagem. Meu voo saiu de Guarulhos na manhã do dia 15/07,por isso tive que passar a noite na casa da Karol, que mora em Campinas, de onde consegui pegar um ônibus direto pro aeroporto em Guarulhos.

Jornada

Voo tranquilo, cheguei em Montevidéu debaixo de muita chuva, por sorte minha mochila tem capa de chuva própria e eu levei uma sombrinha, pedi informações no aeroporto e consegui chegar bem fácil no hostel, quando a chuva diminuiu saí pra dar algumas voltas pela cidade, por sorte estava bem perto de vários pontos turísticos. Comi na rua e voltei pro hostel, tinha dormido mal duas noites seguidas e queria aproveitar bem os dois dias inteiros que teria na cidade.

Teatro Solis

No dia seguinte andei pelo centro velho, desci até a área portuária, fui ao terminal rodoviário e comprei minha passagem de ônibus+barco pra Buenos Aires, andei mais e comi.





Na quinta fui visitar o Estádio Centenário e a famosa Playa Pocitos, à noite fui num encontro do Couch Surfing que foi muito bacana, não filmei nada no caminho porque fui à pé e no fim o caminho até o bar era uma "quebrada" de dar medo. Depois do encontro fomos pra outro bar que supostamente tinha uma área super bacana no porão, não conseguimos entrar e resolvi voltar pro hostel, uma brasileira que estava hospedada perto do meu hostel dividiu o táxi comigo.






Não, eu não fumei maconha, não sei tragar e gastar dinheiro com uma coisa que eu nem sei fazer é desperdício, mas no hostel eles indicam os melhores lugares pra comprar e no encontro do CS um coreano que mora na cidade disse que ia pra calçada pra fumar maconha, assim, na caruda.

Gravei bem pouca coisa em Montevidéu, mas dá pra ver algumas coisas da cidade.



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Não quero mais ficar

Nove meses se passaram desde que eu voltei ao Brasil, pra minha cidade, e eu não quero mais ficar. Pelo menos não aqui onde estou, e a cada dia que passa os motivos pra ficar aqui diminuem.

Minha família vai sempre estar comigo não importa pra onde eu vá, esses 2 anos fora provaram isso, estar perto deles é ótimo, mas não é suficiente.

Eu não tenho vida aqui, desde que eu voltei me encontrei raríssimas vezes com alguns poucos amigos, e quando paro pra pensar que em Dublin só ficava em casa por que queria isso me entristece. Me entristece por que as pessoas que eu conhecia lá me conheciam a bem menos tempo do que todas as pessoas que eu conheço aqui, e convites pra qualquer tipo de evento social, fosse pint no pub, almoço em casa, picnic no parque, nunca faltavam. E saber que tem gente que gosta e quer a sua companhia faz diferença, talvez as pessoas daqui tenham se acostumado bem demais à minha ausência, uma pena, por que eu ainda gosto da companhia de todos, mas não vou fazer a chata carente que liga toda hora convidando pra algum programa.

Além disso agora eu estou sem emprego, tenho que conseguir outro e como não trabalhar não é uma opção, melhor mesmo que seja em outro lugar, onde eu possa conhecer gente, construir um novo circulo de amizades e continuar a vida a partir daí.

Eu realmente voltei pra cá com a intenção de ficar, mas não dá pra insistir nessas circunstancias, é triste isso, de verdade.

Eu não vou voltar pra Irlanda, como já disse em outro post, não voltaria como estudante, e a acho que a possibilidade de conseguir um visto de trabalho extremamente remota.

Eu vou pra outro lugar, não sei pra onde ainda, mas aqui não quero mais ficar.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Viajar Sozinha: Enchendo o mochilão

Mês novo, novidades.

Nessa viagem resolvi fazer algo diferente, ai invés de relatar os acontecimentos em forma de texto, resolvi gravar vídeos, e pra começar gravei um vídeo mostrando tudo o que levei na mochila pra esses 10 dias. Eu não tenho nenhuma experiência fazendo isso, por isso o resultado pode ser duvidoso, mas eu espero que gostem.



E não paramos nesse vídeo, como eu já disse gravei alguma coisa todos os dias da viagem e meus relatos virão em forma de vídeo, então fique de olho que nas próximas semanas vou postar mais vídeos.



domingo, 13 de julho de 2014

Viajar Sozinha: Uruguai e Argentina - Roteiro

Voltei pro Brasil mas a vontade de viajar grudada em mim. Comecei a pesquisar vários destinos para um período curto logo após a Copa do Mundo, por que a esperança era que o Brasil chegasse na final. Mas Deu Ruim e não rolou, de qualquer maneira eu queria viajar. Os destinos nacionais estavam muito caros, e como eu teria cerca de 15 dias eu queria ir pra pelo menos 2 lugares.

Coloquei vários destinos que gostaria de ir pra receber alertas do Skyscanner, destinos nacionais e internacionais. Um belo domingo recebi alertas de queda de preços nas passagens pela Gol pra Montevidéu. Eu resolvi ir pro Uruguai por que nas pesquisas de hospedagem valia bem mais a pena ir pro exterior do que ficar pelo Brasil.

Comprei a passagem pro Uruguai mesmo sabendo que não iria passar todos os dia lá. Em várias pesquisas e inclusive segundo amigos 3 dias em Montevidéu seriam suficientes, de lá eu parto pra Buenos Aires e como minha passagem de volta também é em Montevidéu volto pro Uruguai mas daí passo por Colonia del Sacramento antes de voltar pra capital uruguaia pra pegar o voo de volta.


Viajo na próxima terça dia 15 de Julho e volto pro Brasil no dia 25. Pra acompanhar a viagem basta me seguir no Instagram 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um novo mês, um novo semestre, novos destinos

Pois é, não voltei pro Brasil pra ficar aqui vivendo uma vida sem graça, acumulando fortunas e bem materiais, até por que, nem ganho pra tanto.

Voltei pra ficar mais perto da família e amigos e porque estava na hora, mas a vontade de explorar o mundo não ficou na Irlanda não, ela caminha comigo todos os dias 24 horas.

Assim que consegui trabalho já comecei a me organizar pra começar a viajar, infelizmente não consegui me organizar o suficiente e "perdi" todos os feriados prolongados, mas logo depois da Copa do Mundo coloco minha mochila nas costas mais uma vez e parto sem destino....brincadeira, tenho destino sim, e orçamento e ponto de chegada e partida, hostel reservado e alguns passeios mais ou menos  mentalmente planejados.

É hora de começar a conhecer um pouco mais meu continente e meu país, é hora de mochila nas costas e pé na estrada...de novo. Já estava ficando chata essa vida sem viagens.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Quando bate a saudade...

Dias atrás, dando uma aula sobre direções e eventos culturais bateu uma saudade incontrolável de Dublin. Talvez por ter ouvido pessoas dando direções em inglês ou por ouvir sobre tantos eventos a preços de banana ou grátis, isso por que os tais eventos e as direções nem eram de verdade, mas isso me deixou deveras saudosa da ilha do chuvisco sem fim.

As coisas das quais eu mais sinto falta com certeza são: WiFi no ônibus, saber que horas o ônibus vai passar (teoricamente), taxi barato, poder escolher que tipo de restaurante eu quero comer hoje e saber que existem boas opções que não vão me deixar pobre pro resto do mês.

O cheiro quase intoxicante da Debenhams, comprar na Zara, comprar na Breska, comprar na New Look, Tesco, 3G que funciona, ouvir inglês na rua e outras muitas línguas, homens bonitos que me deixam apaixonada em todas as esquinas. Homens bonitos. Pubs, Smithwciks.



Ryanair. Aer Lingus. Morar numa “cidade grande” que não é estressante.

Comprar passagens baratas pra viajar pra outro país, e ainda ter a possibilidade de viajar pra outro país e gastar menos do que gasto onde moro por que a moeda de lá é menos valorizada.

É claro que as pessoas fazem muito mais falta acima de tudo, mas eu queria falar só de coisas dessa vez.


E pra quem insiste em perguntar se eu vou voltar pra Irlanda, a resposta de hoje é a mesma do mês passado e de ontem, NÃO. Pode ser que daqui há algum tempo ela mude, mas por enquanto essa é uma das certezas para os próximos meses.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

6 meses de Brasil

Nos últimos 3 posts falei um pouco de como tem sido essa volta ao Brasil.

Nesse post resolvi responder a pergunta que ouço quase diariamente: "Você não tem vontade de voltar pra irlanda?"ou "Você não sente saudades da Irlanda?"

A resposta pra essas perguntas é bem simples, sim e com certeza. Mas eu não sei quando quero volta, e saudade é administrável. Eu não digo e jamais direi que não voltaria a morar na Irlanda, mas eu com certeza não voltaria com um visto de estudante. Como eu disse em dos posts sobre o retorno, eu sou uma pessoa de ciclos, e meu ciclo intercambista na Irlanda acabou, pra mim acabou. Então pra voltar pra lá só com work permit ou se eu casar com alguém que vá morar/more lá.

Daí você pode vir me dizer que eu estou sendo muito extremista, estou mesmo. Eu adorei viver onde vivi, ter conhecido quem conheci, ter passado por todas as experiências que passei, mas eu preciso de novos ares e de mudanças pra continuar, e voltar pra Irlanda pra ter o mesmo que tinha antes não é algo que eu quero, eu poderia até voltar como estudante caso tivesse um objetivo maior envolvido, ou como estudante de mestrado com bolsa governamental.

Eu sinto falta principalmente da pessoas e dos lugares, toda vez que amigos postam fotos da galera, ou fazem chek-in em algum lugar que eu gostava de frequentar me dá um aperto no peito, na maioria das vezes eu curto a publicação pensando "aproveita por mim".

No dia do me embarque de volta pro Brasil eu escrevi e postei um texto que resume meus sentimentos no momento da despedida, e que continuam os mesmo 6 meses depois.




Foram 2 anos de muito frio, chuva, vento, pouca neve, um verão maravilhoso e amizades que vão durar pra vida toda.

Pois é Irlanda, nossa dança se interrompe agora. Como diz o poeta “O mundo é grande demais pra se nascer e morrer no mesmo lugar” e eu quero ver quão grande esse mundo é, mas antes eu quero aconchego do colo da mamãe, a comida do papai e do irmão, os abraços da sobrinha, as risadas com amigos de décadas.

Todo meu amor aos amigos que ficam na terrinha verde, e aos que estão espalhados pelo mundo. Se não fosse pela Irlanda eu não teria vocês.

Is time to go.

Te amo Irlanda!

“When I die Dublin will be written in my heart” that’s for sure.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

A Trilogia do Retorno: Emprego

A parte que todo mundo quer saber. Consegui um emprego que paga 10.000 dilmas por mês por apenas 30 horas de trabalho por semana? Sorry to disappoint you, but I did not.

Como eu voltei pro Brasil no começo de Novembro, toda vez que dizia pra alguém que tinha que atualizar o currículo e começar a procurar trabalho as pessoa soltavam a frase "Ah, mas agora você vai esperar passar as festas né?" Tudo bem que essa nunca foi minha real intenção, mas acabou que eu esperei. O máximo que fiz foi atualizar meu currículo no Vagas.com e me candidatar à algumas ofertas de emprego por lá, mas pra ser sincera eu estava atirando pra todos os lados. 

Não voltei pro Brasil ficada em conseguir emprego na minha área de formação ou na área que eu tinha experiência, eu bem que tentei me focar nisso, me imaginar trabalhando em uma empresa como executiva, fazendo contatos com cliente internacionais e....caí no sono. Eram ideias que não estavam me empolgando nem um pouco, e quando um ano acabou e o outro começou rolou um desespero. Daí eu resolvi aceitar a ajuda do meu eterno professor de inglês aqui do Brasil, Sandro, atualizei meu cv e o enviei cópias em inglês e em português e ele enviou pra muitos contatos.

No fim da mesma semana estava olhando o jornal da cidade pra verificar se tinha alguma oferta interessante e vi uma escola que precisava de professores. Escrevi um e-mail em inglês explicando que não tinha experiência em dar aulas, mas tinha acabado de voltar de um intercâmbio e que nunca tive muita dificuldade em repassar o que eu sei.

Recebi uma ligação na segunda, fiz a entrevista na terça e no mesmo dia recebi a resposta positiva. E é isso galera, agora eu, que já fiz tanta coisa nessa vida, sou professora de inglês.

E como tem sido? Wonderful. Sério, nos primeiros dias eu tive treinamentos com uma das outras professoras mais experientes e comecei com poucas aulas, nas primeiras aulas eu confesso que tremi na base, perdi o sono, passei todo o tempo livre que tinha tentando lembrar como eu aprendi isso e aquilo, mas com o passar das semanas consegui relaxar e começar a aproveitar o que estou fazendo.

Eu gosto de todas as pessoas com as quais trabalho, além de dar aulas, nós professores também temos algumas aulas de conversação toda semana, e é sempre tão enriquecedor. Eu, por ser nova, tenho treinamentos com outros professores, basicamente participo das aulas deles pra entender como eles ensinam, e tem sido muito bom pra mim.

Uma coisa que eu pensava muito nos últimos meses antes de voltar era que eu queria trabalhar em um lugar onde eu pudesse melhorar como pessoa, continuar a usar meu inglês, e que fosse um lugar descontraído, com gente bacana. As poucas vezes que voltei estressada pra casa nada tiveram a ver com os meus colegas de trabalho, e isso é outra coisa que me deixa feliz. Trabalhar com algo que eu gosto e com gente que, mesmo sem saber, me deixa pra cima, é melhor do que tudo que eu poderia querer.

Por isso vai aí um grande VALEU UNIVERSO, arrasou.


terça-feira, 29 de abril de 2014

A Trilogia do Retorno: As amizades

No segundo post sobre a minha volta ao Brasil, venho falar sobre algo essencial na vida de qualquer pessoa, amigos. Ficou parecendo chamada do Globo Repórter mas vai ficar assim mesmo.

Amizades

Durante o intercâmbio conheci muita gente, mas muita gente mesmo, nem dá pra dizer quanta gente, é claro que muita gente só passou na minha frente, pessoas que estudaram comigo por 2 semanas, ou por mais tempo mas nunca procuraram ter nenhum tipo de intimidade, outras que mesmo tendo ficado por pouco tempo se tornaram especias, por que nossos caminhos estavam destinados a se cruzar. E os amigos.

Eu sou e sempre fui, provavelmente sempre serei, uma pessoa de poucos amigos. Muito disso se deve ao fato de sempre ter sido muito tímida, coisa que foi mudando um pouco ao longo dos anos, mas que ainda vive em mim. Quem me conheceu junto a um grupo de pessoas sabe que eu sempre fico quieta, ouvindo e de vez em quando falo, quando tenho intimidade com todo mundo viro uma matraca descontrolada, mas chega a esse ponto demora um pouco.

Por causa do meu jeito talvez eu tenha na minha lista de amigos pessoas que me considerem mais um colega ou conhecida do que amiga, mas fazer o que né. That's life and life sucks.

O mais complicado de voltar pro Brasil no que diz respeito a amigos é que a maioria dos amigos que fiz mora em cidades completamente randômicas, e eu aqui em Orange City, só consegui me encontrar com a Karol, e isso foi há poucas semanas atrás, isso por que ela mora super perto daqui, deu até vergonha ter demorado tanto pra marcar de ir pra lá, mas outros encontros serão marcados dentre em breve.

Os amigos que eu tinha aqui antes de ir continuam sendo amigos, mas o que acontece é que a minha vida continuou quando eu me mudei daqui, continuou lá em Dublin, e a vida deles continuou aqui. Não raramente me vejo completamente sozinha e sem ter o que fazer por falta de companhia, não me entendam mal, eu não me importo nenhum pouco em ir ao cinema sozinha, ou shopping comprar sapatos, mas seria bem legal ter alguém que me ligasse de vez em quando só pra sair, beber uma cerveja e colocar a vida em dia.

One day...one day...

sábado, 26 de abril de 2014

A Trilogia do Retorno: Readaptação

Daqui alguns dias faz 6 meses que voltei da Irlanda, e me dei conta de que está na hora de falar um pouco da minha vida do lado de cá do Atlântico, é sempre bom deixar registrado como as coisas se seguiram. Resolvi dividir em 3 posts pra poder organizar melhor meus pensamentos.

Readaptação

Pra mim tem sido mais fácil do que eu esperava, não, eu não odiava viver em Dublin, eu não estava contando os dias desde o dia em que cheguei lá pra voltar pra casa ou nada do tipo, e sim, eu mudei muito nesses 2 anos que passei vivendo em outro país completamente diferente do meu em absolutamente tudo.

Mas por mais que eu tenha mudado eu não esqueci de como o Brasil era e sempre foi, e talvez por ter voltado pra morar na minha cidade que é pequena  e menos assustadora que uma megalópole como São Paulo ou outras capitais brasileiras, esteja sendo um pouco menos complicado pra mim. Não me confunda com uma pessoa conformada, mas esse post não é sobre revoltas e sim sobre retorno.

Eu estou feliz em estar de volta, perto da minha família principalmente, eles eram as pessoas de quem eu sempre senti mais falta, e um dos motivos mais fortes para meu retorno. Eu não voltei apenas por causa deles, e sim por um enorme conjunto de fatores.

No início eu levava sustos genuínos ao ouvir idosos conversando em português no mercado. Passava pelas pessoas na rua tentando entender que língua elas estariam conversando pra me dar conta que era o bom e velho português. Passei mal com crises de pressão baixa por causa do calor algumas muitas vezes, me assustei com os preços ao ir pela primeira vez comprar meu pão integral, iogurte natural, e requeijão de cada semana, saudades do Aldi.

Eu sou uma pessoa de ciclos, e já percebi isso há algum tempo. Eu sabia mesmo antes de ir pra Dublin que ficaria por lá por no máximo 2 anos, é claro que eu não teria voltado caso tivesse conseguido um mega emprego com um Work Permit, mas nem procurar por algo assim eu procurei, talvez por saber que em algum momento minha vontade de voltar seria muito maior do que a de ficar.

Vou ficar aqui, por quanto tempo? Só o tempo dirá.

Aqui tem cerveja gelada e churrasco de verdade

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ainda bem que eu estava aqui...

Esse não é um post sobre como o Brasil está, e nem sobre um emprego de salário milionário, esse é um post sobre o curso da vida.

No último dia 23/03 minha avó materna faleceu, e em meio a tantos sentimentos conturbados uma coisa que não saia da minha cabeça era "ainda bem que eu estou aqui". Sim, por que eu não sei como seria se eu não estivesse. Ouvi muita gente que passou por perdas na família, como é difícil viver o luto longe de todos que realmente conheciam aquela pessoa que se foi, e eu, por mais duro que tenha sido esse momento, não queria estar em nenhum outro lugar.

O adoecimento dela foi rápido. Foram 10 dias no hospital, e até 2 dias antes do falecimento dela nós tínhamos certeza de que ela voltaria logo pra casa, já estava tudo sendo preparado pra isso. Foi um fim de semana que começou muito alegre, era o final de semana da formatura do meu irmão. Minha avó paterna veio com minhas tias e primas pra cá. Na noite de sábado nós fomos divididos entre alegria e preocupação pro baile, mesmo com ela no hospital, eu posso dizer por mim e pelo que eu sei de todos da minha família, ninguém esperava que ela fosse partir.

Quase no fim do baile, eu já tinha voltado com a minha  mãe e mais algumas pessoa pra van quando veio o telefonema, meu irmão saio do baile e assim que chegamos em casa ele foi correr atrás dos trâmites do enterro. Infelizmente foi tudo junto alegria e tristeza, a maior das tristezas. Passamos um domingo que não desejo a ninguém, principalmente por que nossos planos eram outros. Mas existe aquele velho ditado que diz "Ninguém morre de véspera" ou seja, a hora dela tinha chegado, e ela ainda nos deixou festejar antes de ir embora.

Ainda bem que eu estava aqui, ainda bem que eu pude passar mais 4 meses e meio com ela, sem que ela ficasse preocupada se eu tinha comido ou não, ou ficasse confusa com o fato de eu dividir casa "com estranhos", ainda bem eu eu estava perto de gente que me conhece e que a conhecia e que sabia e entendia o tamanho da minha dor, por ter conhecido quem eu estava perdendo.

Dona Durvalina ficou viúva ao trinta e poucos anos, acabou de criar os quatro filhos sozinha, segurou no colo quatro netos e dois bisnetos. Por mais dura que a vida tenha sido com ela, e por mais ranzinza que ela tenha sido com a vida, o caminho de cada um, uma hora chega ai fim, e o caminho dela não foi curto, ela merecia descansar.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Voando com a Swiss Airlines

Como disse no post anterior, voltei para o Brasil voando com a Swiss Airlines.

Diferente da KLM/ Air France, que tem parcerias com outras empresas (Aer Lingus, City Jet etc).  a Swiss Airlines opera o trecho todo, Dublin-Zurich-SãoPaulo. Houve um atraso de cerca de 2 horas na partida do voo, mas isso foi por conta  das condições climáticas de Dublin, que sabemos não é das mais estáveis.

A duração do voo é de pouco mais de 2 horas e foi bem tranquilo, foi oferecido um lanche durante o voo, o que é vantagem, já que na Aer Lingus teria que comprar qualquer coisa que fosse consumir durante o voo. Acho que a única coisa que tenho "a reclamar" é da conexão no aeroporto de Zurich, que é de 8 horas. 

Um amigo meu fez o mesmo trecho algumas semanas antes e aproveitou pra sair do aeroporto e passear pela cidade, eu nem pesquisei sobre isso, muito por causa do meu cansaço por contas das viagens que já tinha feito e também por ouvir relatos de que é uma cidade muito cara. Mas se você for voar pela Swiss e quiser conhecer Zurich essa é uma boa oportunidade. Segundo ele o trem até a cidade leva 30 minutos e a cidade é linda. #ficadica

O voo de volta para o Brasil saiu de Zurich depois das 22h, consegui sentar em uma fileira com apenas duas poltronas, é claro que isso se deve ao fato de ter comprado a passagem bem antes e ter marcado meu assento com antecedência também.

Achei o serviço de bordo muito bom e comida de avião é aquela mesma coisa né, era boa, nada de extraordinário, as porções eram bem generosas, vantagem pra quem come bastante. Achei os comissários extremamente educados.

Então é isso, se está pensando em comprar uma passagem pela Swiss Airlines vá em frente.

Já ia me esquecendo, no final do voo eles passam oferecendo chocolate suíço, e insistem para que você pegue mais de um.




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Antes de partir: Comprando passagem pela BudgetAir.ie

Pois é, pra poder voltar pro Brasil eu precisava comprar minha passagem. Passei um tempo usando o Skyscanner pra ter uma noção dos preços e desde o começo o preço da Swiss Airlines era o mais barato. Quando decidi realmente comprar cliquei no valor mais barato e fui direcionada pro site da BudgetAir.ie que vende a passagem por um preço menor do que o valor cobrado no site da empresa aérea.

Antes de efetivar a compra pelo BudgetAir.ie eu li vários reviews e conversei com alguns amigos, nenhum deles tinha usado o site pra comprar passagem, mas nos fóruns todo mundo elogiava os serviços da empresa, ninguém tinha levado calote ou não tinha conseguido viajar.

Então depois de alguns dias eu resolvi realmente comprar minha passagem pelo site. Comprei a passagem no começo de Agosto pra viajar no começo de Novembro. Consegui pagar a passagem via PayPal, que é a única forma que não cobra taxa, eles cobram se o pagamento for por cartão de crédito ou de débito.

No dia da viagem correu tudo super normal, só entreguei meu passaporte no balcão de check-in e recebi os tickets. Ainda vou falar especificamente sobre a cia aérea, mas em relação a BudgetAir.ie, digo pela minha experiencia que é uma empresa confiável.

[editado]
Vale lembrar que qualquer modificação desejada( data da viagem, horário ou cancelamento da passagem) devem ser feitos diretamente com a BudgetAir e não com a companhia aérea.