sexta-feira, 2 de maio de 2014

6 meses de Brasil

Nos últimos 3 posts falei um pouco de como tem sido essa volta ao Brasil.

Nesse post resolvi responder a pergunta que ouço quase diariamente: "Você não tem vontade de voltar pra irlanda?"ou "Você não sente saudades da Irlanda?"

A resposta pra essas perguntas é bem simples, sim e com certeza. Mas eu não sei quando quero volta, e saudade é administrável. Eu não digo e jamais direi que não voltaria a morar na Irlanda, mas eu com certeza não voltaria com um visto de estudante. Como eu disse em dos posts sobre o retorno, eu sou uma pessoa de ciclos, e meu ciclo intercambista na Irlanda acabou, pra mim acabou. Então pra voltar pra lá só com work permit ou se eu casar com alguém que vá morar/more lá.

Daí você pode vir me dizer que eu estou sendo muito extremista, estou mesmo. Eu adorei viver onde vivi, ter conhecido quem conheci, ter passado por todas as experiências que passei, mas eu preciso de novos ares e de mudanças pra continuar, e voltar pra Irlanda pra ter o mesmo que tinha antes não é algo que eu quero, eu poderia até voltar como estudante caso tivesse um objetivo maior envolvido, ou como estudante de mestrado com bolsa governamental.

Eu sinto falta principalmente da pessoas e dos lugares, toda vez que amigos postam fotos da galera, ou fazem chek-in em algum lugar que eu gostava de frequentar me dá um aperto no peito, na maioria das vezes eu curto a publicação pensando "aproveita por mim".

No dia do me embarque de volta pro Brasil eu escrevi e postei um texto que resume meus sentimentos no momento da despedida, e que continuam os mesmo 6 meses depois.




Foram 2 anos de muito frio, chuva, vento, pouca neve, um verão maravilhoso e amizades que vão durar pra vida toda.

Pois é Irlanda, nossa dança se interrompe agora. Como diz o poeta “O mundo é grande demais pra se nascer e morrer no mesmo lugar” e eu quero ver quão grande esse mundo é, mas antes eu quero aconchego do colo da mamãe, a comida do papai e do irmão, os abraços da sobrinha, as risadas com amigos de décadas.

Todo meu amor aos amigos que ficam na terrinha verde, e aos que estão espalhados pelo mundo. Se não fosse pela Irlanda eu não teria vocês.

Is time to go.

Te amo Irlanda!

“When I die Dublin will be written in my heart” that’s for sure.



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